Tudo era calmaria...
Eu, guerreira me preparava para o descanso...
Mas, num repente, eis quem chega do combate!
Meu guerreiro, meu amor, meu homem...
Os pensamentos turbilhonam em sentimentos desiguais,
Os meus olhos buscam os seus,
e suas mão mais atrevidas, buscam meus contornos.
Turbilhonam os sentimentos...
Bocas, saliva, hálito quente em meu pescoço...
Palpitar de meu coração junto ao seu...
E a Guerreira transforma-se em mulher, menina
felina, manhosa
e se rende aos seus encantos.
Faze de mim
sua escrava, sua rainha, sua mulher...
Pois o amanhã pode não chegar...
Então, ama-me hoje como se fosse a última vez.
Deixa a tempestade, tomar conta de nós dois...
Deixa o vendaval entrelaçar nossos corações..
Tenha-me sua, por inteiro:
corpo, alma e pensamentos,
meu guerreiro, meu amante,
meu homem, meu menino...
Pois o combate de amanhã não nos pertence,
e somos tolos ao esperar pelo depois
que talvez não venha nunca.
Cláudia Marques
11/04/06



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