sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A guerreira e o amor


Tudo era calmaria...

Eu, guerreira me preparava para o descanso...

Mas, num repente, eis quem chega do combate!

Meu guerreiro, meu amor, meu homem...

Os pensamentos turbilhonam em sentimentos desiguais,

Os meus olhos buscam os seus, 

e suas mão mais atrevidas, buscam meus contornos.

Turbilhonam os sentimentos...

Bocas, saliva, hálito quente em meu pescoço...

Palpitar de meu coração junto ao seu...

E a Guerreira transforma-se em mulher, menina

felina, manhosa

e se rende aos seus encantos.

Faze de mim 

sua escrava, sua rainha, sua mulher...

Pois o amanhã pode não chegar...

Então, ama-me hoje como se fosse a última vez.

Deixa a tempestade, tomar conta de nós dois...

Deixa o vendaval entrelaçar nossos corações..

Tenha-me sua, por inteiro:

corpo, alma e pensamentos,

meu guerreiro, meu amante,

meu homem, meu menino...

Pois o combate de amanhã não nos pertence,

e somos tolos ao esperar pelo depois

que talvez não venha nunca.


Cláudia Marques
11/04/06

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